sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ocupe Wall Street

Nos meses de setembro e outubro milhares de pessoas nos EUA estão indo para as ruas protestarem contra a crise econômica que afeta seriamente o país. Tudo começou em Nova Iorque e se espalhou para outras cidades como Boston, Chicago, Los Angeles entre outras. Além da crise, os manifestantes estão criticando a ajuda que o governo vem dando aos bancos e investidores do mercado financeiro.
Acompanhe a matéria do telejornal Band News:

domingo, 2 de outubro de 2011

Crise na Bolívia: revolta indígena

Sobre este assunto, destaquei duas reportagens, sendo uma da revista on line da Carta Capital e a outra do telejornal Jornal Nacional.
OEA deve investigar repressão a indígenas
Redação Carta Capital 30 de setembro de 2011 às 12:25h
População indígena que deu apoio crucial à reeleição de Evo Morales à presidência protesta contra obra que atinge reserva florestal. Foto: Aizar Raldes/AFP
Após incidente violento entre polícia e manifestantes, ocorrido no último domingo 25, na Bolívia, o presidente Evo Morales convidou a Organização dos Estados Americanos (OEA), representada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para que iniciem investigação sobre o caso.
Na última quarta-feira 28, Evo Morales pediu perdão à população e reafirmou que não deu ordem para que ninguém fosse agredido. “Não houve nenhuma ordem, nem jamais havíamos pensado que isso poderia ocorrer. Dói bastante, como vítimas que temos sido em muitas oportunidades da repressão pela força pública”.
O protesto de indígenas contra a construção de uma rodovia que passaria pela reserva florestal do Território Indígena Parque Nacional Isidoro Sécure (Tipnis) foi contido por uma ação policial que reuniu mais de 500 homens contra 1500 manifestantes que marchavam rumo a La Paz, capital do país. Eles foram atacados com gás lacrimogênio e cassetetes. Ainda não há um saldo da ação, mas fala-se em duas crianças mortas e quatro adultos. Líderes indígenas denunciam que houve prisões indevidas e que há pessoas desaparecidas. Policiais negam as afirmações. Há suspeita de que soldados tenham espancado e amordaçaram homens e mulheres, que foram levados à força para ônibus e vans em direção às suas comunidades.
Evo Morales pediu desculpa por incidentes com indígenas. Foto: Jorge Bernal/AFP
Diante dos fatos, Morales decidiu suspender a construção da estrada, considerada estratégica para o país – a rodovia teria um percurso de cerca de 300 quilômetros e um custo aproximado de 420 milhões de dólares, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  Ele garantiu ainda a realização de um referendo nos departamentos de Cochabamba e Beni, cortados pela rodovia. As obras foram iniciadas em 2008. Quando concluída, a via servirá para interligar rotas brasileiras com o Oceano Pacífico.
Em entrevista a CartaCapital, o professor da USP e cientista político Rafael Duarte Villa, disse acreditar que a melhor saída para o governo nesse momento é o diálogo com os manifestantes. “Até agora a reação do setor indígena está sendo moderada e está dando um crédito a Morales. Eles esperam que comece um processo de diálogo. Mas caso não queira negociar, isso pode levar a uma escalada de conflitos ou de manifestações que vai nacionalizar a reivindicação e um momento de instabilidade política pode se precipitar”.
Na quarta-feira 28, as reações previstas pelo professor já começavam a despontar no país, com o início de greve geral envolvendo várias categorias profissionais. A paralisação foi convocada pela Central Obreira Boliviana, a maior entidade sindical do país, em protesto contra a forma como o governo atuou na repressão às manifestações dos indígenas.
Na sequência dos fatos, cinco ministros pediram renuncia do cargo. Com isso, Villa prevê “não só de uma crise da base social, mas também de uma crise institucional bastante forte”.
O vice-presidente do país, Álvaro Garcia Linera reiterou na quinta-feira 29 que o governo irá promover uma minuciosa investigação para esclarecer as responsabilidades dos ataques aos indígenas.
Ele enfatizou que é importante compreender que a polícia foi enviada para Yucumo para evitar um confronto entre os manifestantes indígenas e colonos locais, e não atacar ou cometer abusos.  ”É preciso saber quem deu a ordem, e como executar a operação”, disse ele.
Garcia Linera falou que a investigação deve revelar muitas coisas, mas que não haverá nos laudos nada que prove que tenha sido o Presidente ou o Ministro que emitiram a ordem de tarde de domingo passado.
E o Brasil?
Na terça-feira 27, o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) enviou para a presidente Dilma Rousseff um ofício pedindo a suspensão imediata do repasse dos recursos do BNDES para a construção da estrada que corta o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), na Bolívia.
“É inadmissível que o Brasil, que deve estar na vanguarda ambiental mundial, fomente a destruição dos recursos naturais, principalmente dos povos indígenas. Estamos vigilantes contra tais abusos que atingem os direitos humanos, ambientais e econômicos dos nossos vizinhos bolivianos”, afirmou o deputado.
Apesar da suspensão das obras por parte do governo e das ações de investigação, os manifestantes seguem sua caminhada rumo a La Paz, em protesto pela construção da estrada.
Veja imagens do confronto na reportagem abaixo:


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Trabalhador Brasileiro

Aproveitando o momento da greve dos trabalhadores dos Correios e dos bancos deflagrada neste mês de setembro, é necessário que façamos uma reflexão sobre as condições e direitos dos trabalhadores: será que está tudo bem?
Para ajudar a reflexão veja este vídeo:

Cuba autoriza compra e venda de carros

A Folha de S. Paulo publicou uma matéria sobre Cuba que parece coisa de outro mundo. Acompanhe abaixo!

Cuba anuncia autorização para compra e venda de carros
DA FRANCE PRESSE, EM HAVANA
28/09/2011 - 12h28
O governo de Cuba publicou um decreto nesta quarta-feira em que autoriza a compra e venda de carros, que foram proibidas durante meio século no país.
Esta era uma das medidas mais esperadas das reformas do presidente Raúl Castro, que vem promovendo a abertura econômica do país.
A edição digital da "Gazeta Oficial" estabelece uma série de regulações para colocar em andamento "a transmissão da propriedade de veículos através da compra e venda ou doação" entre cubanos que vivem na ilha e estrangeiros residentes, permanentes ou temporários.
O governo permitirá a compra de carros novos para cubanos que obtiverem rendas em moedas ou pesos conversíveis --equivalente ao dólar-- por "seu trabalho em funções designadas pelo Estado ou no interesse deste", e dependerão da permissão do ministério do Transporte.
Segundo o texto, a autorização será concedida "uma vez a cada cinco anos". No caso dos estrangeiros residentes, eles poderão comprar os carros em Cuba ou importá-los, com um limite de até dois veículos durante sua permanência na ilha.
Até agora, os cubanos só poderiam comprar e vender os modelos de antes da revolução de 1959, quase todos de fabricação norte-americana.
Os nativos que emigrarem --cerca de 38 mil engrossam anualmente a comunidade de quase 2 milhões de cubanos vivendo nos Estados Unidos, Espanha e e outros países-- poderão vender seus automóveis ou transferi-los para seus familiares antes de deixar o país.
Milhares de profissionais que puderam comprar carros soviéticos concedidos por seu trabalho antes de 1990 também poderão vendê-los a qualquer cubano ou estrangeiro residente.
Estarão incluídos carros modernos, que, durante os últimos anos, só puderam ser importados ou comprados de segunda mão por artistas e esportistas, além de médicos que cumprissem missões oficiais em outros países, como a Venezuela.
O decreto entra em vigor nesta quarta-feira e integra as mais de 300 medidas de um plano de reformas aprovado em abril durante o 4º Congresso do Partido Comunista.
Implementado por Raúl Castro, o pacote inclui o relaxamento de leis sobre viagens ao exterior e a autorização para abertura de pequenos negócios, entre outras medidas que visam modernizar o sistema econômico cubano.


domingo, 18 de setembro de 2011

África e a História da Escravidão

Em maio deste ano o programa Domingo Espetacular produziu uma matéria interessante sobre a história da escravidão na África e no Brasil, inclusive com revelações surpreendentes, como a anuência da igreja Católica neste processo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Fome na África (Somália)

Em agosto deste ano, o programa da TV Record, Domingo Espetacular, exibiu uma reportagem especial sobre a situação de extrema pobreza, desnutrição e conflitos internos na Somália. Infelizmente os somalis estão jogados à própria sorte pois esperar alguma coisa da ONU...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

As FARC´s na Colômbia

Segundo Nelson Bacic Olic, em seu livro "Geopolítica da América Latina" (2004), "O conflito colombiano, envolvendo guerrilheiros de esquerda, forças do governo e paramilitares de extrema direita, é a manifestação mais recente da cultura de violência que acompanha a história desse país. Assim, em 1948, bem antes do avanço da guerrilha e da ação do narcotráfico, ocorreu uma grande revolta popular - chamada de Bogotazo ou La Violencia - desencadeada após o assassinato do líder liberal Joge Gaitán. Aproximadamente 300 mil pessoas morreram em cinco anos de revolta. Durante o levante, milícias liberais refugiaram-se nas montanhas e criaram pequenas 'repúblicas independentes' - como a de Marquetalia - para reivindicar a reforma agrária e a democratização do país.
A efervescência desse período resultou, mais tarde, no aparecimento dos movimentos guerrilheiros de esquerda, partidários da implantação de um regime comunista no país. A luta desses grupos foi fortemente estimulada pelo sucesso da Revolução Cubana de 1959.
A organização Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), atualmente o principal grupo em atividade, com cerca de 17 mil combatentes, surgiu em 1966 em Marquetalia sob a liderança de Manuel Marulanda, o Tirofijo (Tiro Certeiro)".

Em maio deste ano, o Jornal da Record exibiu uma reportagem especial sobre a atuação das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc´s) e a participação de brasileiros na guerrilha, que lutam pela implantação do socialismo na Colômbia.