ENTENDA A CRISE
Veja a cronologia da crise econômica grega, que começou em 2009 e que hoje atinge um novo marco com o segundo plano de resgate internacional:
2009
8 de dezembro A bolsa e os bônus da Grécia desabam por causa de sua elevada dívida. A Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) pedem ao país para tomar medidas.
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2010
5 de janeiro A Grécia anuncia medidas para reduzir o déficit público, de acordo com o Pacto de Estabilidade.
3 de fevereiro A Comissão Europeia aprova o plano de austeridade grego.
28 de abril As dúvidas sobre a solvência da Grécia e o temor de contágio a outros países europeus arrastam o euro para índices mínimos em um ano. Pela primeira vez na história da zona do euro, a rentabilidade do bônus grego fica acima de 10%.
2 de maio Os países da zona do euro aprovam um empréstimo à Grécia no valor de 110 bilhões de euros para o período 2010-2012, do qual o FMI forneceria 30 bilhões.
6 de maio O Parlamento aprova o plano de ajuste.
9 de maio O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprova o programa de ajudas à Grécia.
14 de junho A Moody's rebaixa a dívida grega a "bônus lixo".
7 de setembro A UE aprova a segunda prestação de ajuda à Grécia.
23 de novembro UE e FMI aprovam o terceiro prazo de ajuda.
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2011
22 de maio O governo adverte que se não receber em junho a quinta prestação da ajuda externa (12 bilhões de euros), a Grécia quebrará.
23 de maio Aprovadas novas medidas de austeridade para economizar 28 bilhões de euros até 2015 e privatizações para conseguir outros 50 bilhões.
21 junho O governo de Yorgos Papandreou recebe o apoio do Parlamento em uma moção de confiança.
29 de junho O Parlamento grego aprova o novo plano de ajuste que desbloqueia a ajuda de 12 bilhões de euros.
21 de julho A Eurozona acerta um segundo resgate à Grécia no valor de 109 bilhões de euros, no qual também participará o setor privado com o investimento de 49,6 bilhões de euros entre 2011 e 2014
2 outubro A Grécia reconhece que não cumprirá com os objetivos marcados por UE e FMI e aprova novas medidas adicionais de ajuste para economizar 6,6 bilhões de euros.
19 outubro Greve geral de dois dias. Morre um sindicalista em incidentes.
21 outubro O Eurogrupo autoriza a sexta prestação do resgate, de 8 bilhões de euros.
27 outubro A UE aprova as condições do segundo resgate, de 130 bilhões de euros.
31 outubro Papandreou propõe um plebiscito sobre a aplicação do plano de resgate.
2 novembro A UE decide bloquear os 8 bilhões de euros da sexta prestação, perante a incerteza.
8 novembro O governo em plenário apresenta sua renúncia.
10 novembro O economista Lukas Papademos é designado primeiro-ministro de um governo de união nacional.
29 novembro O Eurogrupo aprova os 8 bilhões de euros da sexta prestação.
6 dezembro O Parlamento grego aprova o orçamento para 2012 exigido por UE e FMI.
12 dezembro A Grécia descarta reduzir o salário mínimo, como exige a troika.
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2012
14 fevereiro O Eurogrupo adia a reunião sobre o segundo resgate à Grécia. O PIB da Grécia no último trimestre de 2011 cai 7%.
18 fevereiro O governo aprova uma nova redução das pensões para economizar 75 milhões de euros.
21 fevereiro Os ministros das Finanças da zona do euro acertaram um resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia, evitando que o país declare uma moratória desordenada iminente. O acordo força Atenas a tomar medidas de austeridade fiscal impopulares e impõe fortes perdas aos credores privados. O complexo acordo selado durante a madrugada garante uma sobrevida nos esforços para estabilizar o bloco de 17 países da moeda única e fortalece suas finanças, mas deixa dúvidas sobre a habilidade da Grécia de se recuperar e evitar o calote no longo prazo.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1051622-europa-sela-resgate-de-130-bi-de-euros-a-grecia-duvidas-persistem.shtml
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1051622-europa-sela-resgate-de-130-bi-de-euros-a-grecia-duvidas-persistem.shtml
com Reuters, Efe e MarketWatch
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