terça-feira, 20 de dezembro de 2011

China apoia novo líder da Coreia do Norte; EUA se preocupam

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
20/12/2011 - 08h17
No dia do funeral do líder norte-coreano Kim Jong-il, cuja morte aconteceu no sábado (17) e foi anunciada somente na segunda-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou preocupação com o futuro da Coreia do Norte. A China, por sua vez, expressou apoio ao sucessor Kim Jong-un.


"Estamos extremamente preocupados com o bem-estar do povo norte-coreano", disse Hillary Clinton em um comunicado oficial, acrescentando que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar na segurança local.
A chefe da diplomacia americana já havia destacado que desejava melhorar as relações com o povo norte-coreano após a morte do ditador. "Temos um interesse comum em uma transição estável e pacífica na Coreia do Norte, assim como na paz e na estabilidade regional", afirmou após encontro com o colega japonês, Koichiro Gemba.
O presidente dos EUA, Barack Obama, ressaltou na segunda-feira seu compromisso com a defesa de seus aliados mais próximos, como o Japão, em tal momento de incertezas. A posição de Obama foi transmitida ao premiê japonês, Yoshihiko Noda, em uma conversa por telefone, segundo a Casa Branca.
A morte de Kim Jong-Il, que iniciou um período de luto na Coreia do Norte até o dia 28, quando acontecerá o funeral, ocorreu em um momento-chave no qual EUA e Pyongyang negociam a provisão de ajuda humanitária ao regime comunista e tentam retomar as conversas de seis lados sobre o programa nuclear norte-coreano.

                                      Associated Press
Kim Jong-il, à esquerda, acompanhado pelo filho, Kim Jong-un durante parada militar em outubro de 2010

As negociações de seis lados --da qual participam EUA, as duas Coreias, Japão, China e Rússia-- buscam o fim do programa nuclear norte-coreano, mas se encontra paralisada desde 2008.
Kim Jong-un, filho mais novo do ditador norte-coreano foi anunciado como o "grande sucessor do sistema revolucionário" da Coreia do Norte pela agência estatal KCNA. Kim Jong-il morreu no sábado aos 69 anos por conta de um ataque cardíaco.


CHINA E COREIA DO SUL
A China já disse estar aberta a uma visita do novo líder norte-coreano, após a morte do pai dele, em comentário feito durante uma visita do presidente chinês, Hu Jintao, à embaixada norte-coreana em Pequim para oferecer suas condolências.
"Quero acrescentar que a China e a Coreia do Norte sempre mantiveram visitas de autoridades importantes, então o líder norte-coreano é bem-vindo para uma visita em um momento que seja conveniente para ambos os países", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Liu Weimin.

                                      Kyodo/Reuters
                                           Moradores de Pyongyang choram após morte de Kim Jong-il

A China anunciou mantém contatos com EUA e Coreia do Sul, com o objetivo de manter a paz e a estabilidade na Península Coreana. O chanceler chinês, Yang Jiechi, conversou por telefone com o colega sul-coreano e com a secretária de Estado americana Hillary Clinton, segundo o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Liu Weimin.
A Coreia do Sul, por sua vez, expressou hoje seus pêsames "aos cidadãos norte-coreanos" pela morte de seu líder, conforme informou a agência sul-coreana Yonhap. O governo sul-coreano indicou, no entanto, que não enviará nenhuma delegação para transmitir suas condolências ao país comunista.
As autoridades do país admitiram também que houve uma falha em seu serviço de inteligência por não descobrirem que o ditador norte-coreano havia morrido dois dias antes do anunciado pelo regime.


ENTERRO
A televisão estatal norte-coreana exibiu nesta terça-feira pela primeira vez imagens do corpo do ditador Kim Jong-il, morto no sábado, em um caixão de vidro, diante do filho mais novo e sucessor, Kim Jong-un, e de várias autoridades do regime.
O velório do ditador ocorre no Palácio Memorial de Kumsusan, o mesmo local onde está o mausoléu de Kim Il-Sung, seu pai e fundador da Coreia do Norte. Nas imagens divulgadas é possível ver o corpo do ditador coberto com uma tela vermelha dentro de um sarcófago de vidro sobre um leito de flores vermelhas e brancas.
                                       
                                       Reuters
TV estatal norte-coreana divulga imagens do velório do ditador Kim Jong-il no Palácio Memorial de Kumsusan

O ex-líder da Coreia do Norte, que também ostentava o cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas desde 1991, aparece nas fotos vestido com seu tradicional uniforme cáqui, que leva várias condecorações militares.
Aos pés do ataúde foi colocada uma placa na qual figuram os anos de seu nascimento e de sua morte: "1942-2011". Na sala onde foi instalado o velório predomina a cor vermelha, que predomina na bandeira do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte.
As imagens também mostram várias autoridades norte-coreanas prestando homenagem a Kim Jong-il, incluindo seu filho Kim Jong-un, vestido com terno preto, enquanto os demais vestem uniformes do Exército.
"O camarada Kim Jong-un observou o corpo do camarada Kim Jong-il com dirigentes do partido, do governo e militares, e expressou suas condolências com grande dor", afirma um comunicado da agência oficial de notícias norte-coreana.



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