Após mais de 30 anos de funcionamento, o Aterro Sanitário de Gramacho, situado em Duque de Caxias, teve suas atividades encerradas na manhã de domingo (03/06/12).
Veja a reportagem abaixo e após leia a matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo.
01/06/2012 - 17h10
DO RIO
A Prefeitura do Rio afirmou que o lixão de Gramacho só será desativado oficialmente na manhã do próximo domingo (3). O encerramento das atividades do aterro estava previsto para esta semana, mas foi adiado por causa do acerto de pagamento dos recursos do fundo aos catadores de lixo, que acontece nesta sexta-feira após acordo do conselho da categoria com o governo municipal.
De acordo com a prefeitura, o fechamento do depósito foi prorrogado porque a quantidade de lixo despejada no aterro é menor no final de semana.
A Folha revelou na segunda-feira (28) que o lixão --considerado o maior da América Latina-- será desativado sem uma avaliação que aponte o real tamanho dos danos causados ao meio ambiente pela atividade inadequada.
O Ministério Público do Rio estuda ajuizar uma ação para obrigar os órgãos públicos de limpeza e meio ambiente do Estado e do município a fornecer informações sobre a contaminação ambiental gerada pelo lixão de Gramacho. De acordo com o promotor do Meio Ambiente Marcus Leal serão solicitadas informações e um estudo que apresente "de forma satisfatória" a contaminação no local.
Durante 34 anos, a Prefeitura do Rio e de outros oito municípios da região metropolitana depositaram 70 milhões de toneladas de todos os tipos de resíduos no local sem qualquer cuidado ou proteção ambiental.
O lixão está localizado sobre um mangue às margens da baía de Guanabara e na confluência dos rios Sarapuí e Iguaçu. Ao redor dele, existem ao menos 42 lixões clandestinos que contaminaram o solo e lençol freático com metais como chumbo.
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